Eu Amo Voar
 
   
Texto: Marta Bognar, Mateus Rocha e Rafael Peres
Fernando Corrêa Rocha executou 75 missões de combate, tendo recebido as seguintes condecorações:

Do Governo americano:

- A Distingueshed Flying Cross (a mais importante medalha americana concedida aos seus pilotos)
- A Air Medal com três clusters, ou seja, quatro vezes seguidas.

Do Governo Brasileiro:

- A Cruz de Aviação Fita “A” com três estrelas.
- A medalha de Campanha na Itália.
- A medalha do Atlântico Sul
- A medalha do Mérito Aeronáutico.
- A medalha de Puro Santos Dumont, conferida pelo governo de Minas.

Citação Presidencial de Unidade por Extraordinário Heroísmo ao Primeiro Grupo de Aviação de Caça do Brasil. A Citação Presidencial por Unidade é uma comenda exclusiva das Forças Armadas dos EUA e foi concedida apenas para três Unidades estrangeiras: duas da Royal Austrália Air Force (RAAF) e o "Senta a Pua" da FAB

CITAÇÃO PRESIDENCIAL DE UNIDADE POR EXTRAORDINÁRIO HEROÍSMO AO PRIMEIRO GRUPO DE AVIAÇÃO DE CAÇA DO BRASIL.

O Primeiro Esquadrão de Caça do Brasil, Forças Armadas do Brasil, distinguiu-se por seu extraordinário heroísmo em operações militares contra um inimigo do Brasil e dos Estados Unidos no Teatro de Operações do Mediterrâneo, em 22 de abril de 1945. Ao prestar heróicos serviços com suprema bravura e ao demonstrar consumada aptidão em matéria de reconhecimento armado e ataques com caças-bombardeiro, bem como ao mostrar excelente coordenação tática com o Quinto Exército, a Unidade contribuiu diretamente para que os aliados cruzassem o rio Pó.

A Unidade destruiu grande quantidade de material e veículos do inimigo evitando, assim, que este se refugiasse no esquema de segurança preparado em sua defesa de retaguarda. Ao descobrir, nas imediações de Mântua, Itália, um centro motorizado inimigo habilmente camuflado e fortemente defendido, a Unidade destruiu pelo menos 45 veículos e seguramente imobilizou muitos outros. Ao hostilizar pontões do inimigo no rio Pó, a Unidade ajudou a impedir sua retirada, frustrando quaisquer meios de evasão de muitos elementos germânicos.

Por sua vigilante cobertura aérea de redes viárias e posições preparadas para batalha, a Unidade destruiu numerosos outros veículos, inclusive peças de campo blindadas, e hostilizou posições de trincheira.

Embora as baixas sofridas hajam reduzido sua disponibilidade de pilotos a cerca de metade da dos esquadrões da Força Aérea dos Estados Unidos em operação na mesma área, a Unidade realizou idêntico número de sortidas, com desempenho incansável e superior ao normalmente esperado no cumprimento do dever. A manutenção de suas aeronaves foi altamente eficiente. Sérias dificuldades meteorológicas foram enfrentadas com excelente planejamento e navegação. Com insuperável capacidade de manejo de câmeras, a Unidade fotografou os resultados dos ataques e contribuiu para o registro pictórico de uma memorável campanha. De 44 sortidas, 11 missões aéreas destruíram nove transportes motorizados e danificaram outros 17. Ademais, a Unidade destruiu as instalações de um grupo de transporte motorizado, imobilizou 35 veículos de tração animal, danificou uma ponte rodoviária e um cruzamento de pontões, destruiu 14 prédios ocupados pelo inimigo e danificou outros três, atacou quatro posições militares e infligiu muitos outros danos.

O profissionalismo, a dedicação ao dever e extraordinário heroísmo demonstrados pelos integrantes do 1º Esquadrão de Caça do Brasil confirmam as mais finas tradições do serviço militar e refletem a mais alta reputação que conquistaram tanto para si como para as Forças Armadas do Brasil. Assim, durante o período de 06 a 29 de abril de 1945, o Grupo de Caça Brasileiro, voou 5% das saídas executadas pelo XXII Comando Aéreo Tático e, no entanto, foram oficialmente atribuídos aos brasileiros 15% dos veículos destruídos, 28% das pontes destruídas, 36% dos depósitos de combustível danificados e 85% dos depósitos de munição danificados.

Isso que é precisão! Prova irrefutável do potencial da nossa Força Aérea, que literalmente sentou a pua, sagrando-se, até hoje, como uma das mais respeitáveis do mundo.

Após a cerimônia, onde o discurso do Mateus arrancou lágrimas até dos mais controlados, o Cmte Mendes da AFA realizou outro discurso com a mesma repercussão.
Vamos agora às outras atrações. Mais pára-quedismo e uma apresentação de Kung-Fu, os jovens se divertem, a criançada não se cansa de pular no pula-pula e comer maçãs-do-amor, os pais, agraciados pelo seu dia, brincam com aviõezinhos de isopor com seus filhos. Tudo é lindo, bandeiras no céu, desfiles, policiamento, organização, Tudo perfeito!

Só falta a grande atração, o Esquadrão de Demonstração Aérea.


16:00h, 7 motores Pt-6 de 750 shp iniciam o canto lírico. O táxi é um balé e a decolagem uma revoada.
O povo vibra, câmeras são empunhas, disparadas diversas vezes e a adrenalina sobe vertiginosamente. A apresentação da querida Esquadrilha não poderia ser mais oportuna e bonita. O céu estava lindo!

E sobem os Tucanos para a escrita no céu, já com alguns cúmulos. Ao contrário do dia anterior, o sol, já baixando, confere maior comodidade, o dia estava quente! A Esquadrilha, liderada pelo Maj. Tolosa, desaparece, ficamos apenas com as emocionantes músicas que compõem a trilha da Esquadrilha. Mas já aparecem e vêm a grande altitude e, passam por uma nuvem enorme e ligam a fumaça sincronizada: “Araraquara 188 anos”. Que emocionante! O aniversário da cidade é só na próxima semana, mas a Morada do Sol recebe do “Eu amo Voar” seus cumprimentos.

Agora o show chega ao clímax. Iniciam-se as manobras a baixa altura, a fumaça agora é dourada devido à cor do sol, os fios prateados que saíam pelo escapamento da turbina, pela manhã, agora ficam dourados, isso sim é que é banho de ouro! O Tucano parece um cometa, deixando sua cauda sobre o público, emocionando a todos, arrepiando a espinha, provocando gritos de espanto, admiração, aplausos e assovios. É uma festa; uma benção! As crianças nos ombros dos pais, os namorados de mãos dadas, às vezes um abraço surge por parte da moça, quando há um cruzamento duplo, outro quando parece que o avião não sairá de um parafuso, e um beijo quando completam a manobra do coração.

O EDA agrada a todos. São especiais. Os melhores! O show acaba e eles pousam sob sol poente, power-off, o silêncio impera. No ar, o cheiro de admiração. Nos rostos do público e dos pilotos, os sorrisos estão estampados. É hora dos autógrafos, é na camisa, no boné, na revista do próprio Esquadrão, debaixo da respectiva foto do piloto, nas agendas das mocinhas, em todo lugar! É um abraço no garotinho que amou o show. Quem sabe devido a esse dia, não se tornará, no futuro, um membro deste Esquadrão? A multidão ainda cerca os pilotos que, humildemente e com toda paciência, ainda atendem a todos. – Uma foto, por favor? – Mas é claro!

O sol se põe, o espaço aéreo é liberado, os convidados começam decolar. Um Beech King Air 350, sai para pista, o Cheyenne III, agora está de portas abertas, talvez sua tripulação e passageiros aproveitaram para assistir o show.

A festa acabou, o aeroporto esvaziou, um dia lindo se consumou. Parabéns ao Cmte. Fernando Corrêa Rocha. Obrigado pela dedicação ao nosso país, agora é araraquarense! Parabéns Esquadrilha da Fumaça, obrigado por fazer daquele domingo um dos mais lindos que os pais puderam merecer.

Foi o dia em que o céu deixou de ser o limite, a imensidão azul tornou-se apenas o começo de todos os sonhos. A alegria de infância substanciada na magia do vôo. O pensamento igualou-se ao dos pássaros, imitando a natureza, mentalizando a essência da sublime perfeição, a perfeição do vôo.

Que dia dos Pais! Que loopings maravilhosos a Esquadrilha da Fumaça fez! Senta a Pua Cmte. Rocha, pois Eu Amo Voar !!!