Fernando Corrêa Rocha executou 75 missões
de combate, tendo recebido as seguintes condecorações:
Do Governo americano:
- A Distingueshed Flying Cross (a mais importante medalha americana
concedida aos seus pilotos)
- A Air Medal com três clusters, ou seja, quatro vezes seguidas.
Do Governo Brasileiro:
- A Cruz de Aviação Fita “A” com três
estrelas.
- A medalha de Campanha na Itália.
- A medalha do Atlântico Sul
- A medalha do Mérito Aeronáutico.
- A medalha de Puro Santos Dumont, conferida pelo governo de Minas.
Citação Presidencial de Unidade por Extraordinário
Heroísmo ao Primeiro Grupo de Aviação de Caça
do Brasil. A Citação Presidencial por Unidade é
uma comenda exclusiva das Forças Armadas dos EUA e foi concedida
apenas para três Unidades estrangeiras: duas da Royal Austrália
Air Force (RAAF) e o "Senta a Pua" da FAB
CITAÇÃO PRESIDENCIAL DE UNIDADE POR EXTRAORDINÁRIO
HEROÍSMO AO PRIMEIRO GRUPO DE AVIAÇÃO DE
CAÇA DO BRASIL.
O Primeiro Esquadrão de Caça do Brasil, Forças
Armadas do Brasil, distinguiu-se por seu extraordinário
heroísmo em operações militares contra um
inimigo do Brasil e dos Estados Unidos no Teatro de Operações
do Mediterrâneo, em 22 de abril de 1945. Ao prestar heróicos
serviços com suprema bravura e ao demonstrar consumada
aptidão em matéria de reconhecimento armado e ataques
com caças-bombardeiro, bem como ao mostrar excelente coordenação
tática com o Quinto Exército, a Unidade contribuiu
diretamente para que os aliados cruzassem o rio Pó.
A Unidade destruiu grande quantidade de material e veículos
do inimigo evitando, assim, que este se refugiasse no esquema
de segurança preparado em sua defesa de retaguarda. Ao
descobrir, nas imediações de Mântua, Itália,
um centro motorizado inimigo habilmente camuflado e fortemente
defendido, a Unidade destruiu pelo menos 45 veículos e
seguramente imobilizou muitos outros. Ao hostilizar pontões
do inimigo no rio Pó, a Unidade ajudou a impedir sua retirada,
frustrando quaisquer meios de evasão de muitos elementos
germânicos.
Por sua vigilante cobertura aérea de redes viárias
e posições preparadas para batalha, a Unidade destruiu
numerosos outros veículos, inclusive peças de campo
blindadas, e hostilizou posições de trincheira.
Embora as baixas sofridas hajam reduzido sua disponibilidade de
pilotos a cerca de metade da dos esquadrões da Força
Aérea dos Estados Unidos em operação na mesma
área, a Unidade realizou idêntico número de
sortidas, com desempenho incansável e superior ao normalmente
esperado no cumprimento do dever. A manutenção de
suas aeronaves foi altamente eficiente. Sérias dificuldades
meteorológicas foram enfrentadas com excelente planejamento
e navegação. Com insuperável capacidade de
manejo de câmeras, a Unidade fotografou os resultados dos
ataques e contribuiu para o registro pictórico de uma memorável
campanha. De 44 sortidas, 11 missões aéreas destruíram
nove transportes motorizados e danificaram outros 17. Ademais,
a Unidade destruiu as instalações de um grupo de
transporte motorizado, imobilizou 35 veículos de tração
animal, danificou uma ponte rodoviária e um cruzamento
de pontões, destruiu 14 prédios ocupados pelo inimigo
e danificou outros três, atacou quatro posições
militares e infligiu muitos outros danos.
O profissionalismo, a dedicação ao dever e extraordinário
heroísmo demonstrados pelos integrantes do 1º Esquadrão
de Caça do Brasil confirmam as mais finas tradições
do serviço militar e refletem a mais alta reputação
que conquistaram tanto para si como para as Forças Armadas
do Brasil. Assim, durante o período de 06 a 29 de abril
de 1945, o Grupo de Caça Brasileiro, voou 5% das saídas
executadas pelo XXII Comando Aéreo Tático e, no
entanto, foram oficialmente atribuídos aos brasileiros
15% dos veículos destruídos, 28% das pontes destruídas,
36% dos depósitos de combustível danificados e 85%
dos depósitos de munição danificados.
Isso que é precisão! Prova irrefutável do
potencial da nossa Força Aérea, que literalmente
sentou a pua, sagrando-se, até hoje, como uma das mais
respeitáveis do mundo.
Após a cerimônia, onde o discurso do Mateus arrancou
lágrimas até dos mais controlados, o Cmte Mendes
da AFA realizou outro discurso com a mesma repercussão.
Vamos agora às outras atrações. Mais pára-quedismo
e uma apresentação de Kung-Fu, os jovens se divertem,
a criançada não se cansa de pular no pula-pula e
comer maçãs-do-amor, os pais, agraciados pelo seu
dia, brincam com aviõezinhos de isopor com seus filhos.
Tudo é lindo, bandeiras no céu, desfiles, policiamento,
organização, Tudo perfeito!
Só falta a grande atração, o Esquadrão
de Demonstração Aérea.
16:00h, 7 motores Pt-6 de 750 shp iniciam o canto lírico.
O táxi é um balé e a decolagem uma revoada.
O povo vibra, câmeras são empunhas, disparadas diversas
vezes e a adrenalina sobe vertiginosamente. A apresentação
da querida Esquadrilha não poderia ser mais oportuna e
bonita. O céu estava lindo!
E sobem os Tucanos para a escrita no céu, já com
alguns cúmulos. Ao contrário do dia anterior, o
sol, já baixando, confere maior comodidade, o dia estava
quente! A Esquadrilha, liderada pelo Maj. Tolosa, desaparece,
ficamos apenas com as emocionantes músicas que compõem
a trilha da Esquadrilha. Mas já aparecem e vêm a
grande altitude e, passam por uma nuvem enorme e ligam a fumaça
sincronizada: “Araraquara 188 anos”. Que emocionante!
O aniversário da cidade é só na próxima
semana, mas a Morada do Sol recebe do “Eu amo Voar”
seus cumprimentos.
Agora o show chega ao clímax. Iniciam-se as manobras a
baixa altura, a fumaça agora é dourada devido à
cor do sol, os fios prateados que saíam pelo escapamento
da turbina, pela manhã, agora ficam dourados, isso sim
é que é banho de ouro! O Tucano parece um cometa,
deixando sua cauda sobre o público, emocionando a todos,
arrepiando a espinha, provocando gritos de espanto, admiração,
aplausos e assovios. É uma festa; uma benção!
As crianças nos ombros dos pais, os namorados de mãos
dadas, às vezes um abraço surge por parte da moça,
quando há um cruzamento duplo, outro quando parece que
o avião não sairá de um parafuso, e um beijo
quando completam a manobra do coração.
O EDA agrada a todos. São especiais. Os melhores! O show
acaba e eles pousam sob sol poente, power-off, o silêncio
impera. No ar, o cheiro de admiração. Nos rostos
do público e dos pilotos, os sorrisos estão estampados.
É hora dos autógrafos, é na camisa, no boné,
na revista do próprio Esquadrão, debaixo da respectiva
foto do piloto, nas agendas das mocinhas, em todo lugar! É
um abraço no garotinho que amou o show. Quem sabe devido
a esse dia, não se tornará, no futuro, um membro
deste Esquadrão? A multidão ainda cerca os pilotos
que, humildemente e com toda paciência, ainda atendem a
todos. – Uma foto, por favor? – Mas é claro!
O sol se põe, o espaço aéreo é liberado,
os convidados começam decolar. Um Beech King Air 350, sai
para pista, o Cheyenne III, agora está de portas abertas,
talvez sua tripulação e passageiros aproveitaram
para assistir o show.
A festa acabou, o aeroporto esvaziou, um dia lindo se consumou.
Parabéns ao Cmte. Fernando Corrêa Rocha. Obrigado
pela dedicação ao nosso país, agora é
araraquarense! Parabéns Esquadrilha da Fumaça, obrigado
por fazer daquele domingo um dos mais lindos que os pais puderam
merecer.
Foi o dia em que o céu deixou de ser o limite, a imensidão
azul tornou-se apenas o começo de todos os sonhos. A alegria
de infância substanciada na magia do vôo. O pensamento
igualou-se ao dos pássaros, imitando a natureza, mentalizando
a essência da sublime perfeição, a perfeição
do vôo.
Que dia dos Pais! Que loopings maravilhosos a Esquadrilha da Fumaça
fez! Senta a Pua Cmte. Rocha, pois Eu Amo Voar !!!