RedBull Air Race
Texto: Edmundo Ubiratan e Bernardo Andrade

O Red Bull Air Race surgiu em 2001 quando o departamento de marketing da Red Bull decidiu criar um novo evento esportivo que combinasse aviões e corridas aéreas. Apesar da idéia existir a várias décadas, sendo o RENO Air Race um dos mais conhecidos, a gigante das bebidas energéticas buscava um evento mais emocionante, como um verdadeiro campeonato.

Já famosa pela criação de diversos novos eventos esportivos, a Red Bull convidou o consagrado piloto húngaro Peter Besenyei, bicampeão mundial de acrobacias aéreas, para juntos criarem um novo evento.

O objetivo era desenvolver uma corrida de aviões que desafiasse a habilidade dos melhores pilotos do mundo, com grande competitividade, criando um evento que não fosse apenas um espetáculo de velocidade, mas também de precisão e técnica. Sendo estas duas últimas características o ponto forte da Red Bull Air Race (RBAR).

Após dois anos de desenvolvimento, chegou-se ao formato final, onde cada piloto disputaria o melhor tempo, percorrendo um circuito delimitado.
Por razões de segurança cada piloto realizaria o percurso sozinho, realizando uma série de baterias, num formato similar ao adotado nas competições de Rally.

A primeira prova foi realizada em Zeltweg, na Áustria, em 2003, quando seis pilotos competiram num circuito, onde deveriam passar por portais formados por grandes “pilões” infláveis, sendo que em cada um deveriam cumprir uma determinada manobra.

O sucesso foi tão grande que uma nova corrida foi realizada na Hungria, surgindo um dos mais espetaculares eventos esportivos já realizados, a corrida aérea.

Em 2004 foram realizados três corridas que devido ao sucesso absoluto levaram ao surgimento do atual Red Bull Air Race World Series.

A primeira temporada mundial da competição ocorreu em 2005 com sete etapas ao redor do mundo, contando com dez pilotos de renome internacional fazendo parte do evento. Em 2006 o número de participantes subiu para onze e naquele ano o piloto americano Kirby Chambliss se sagrou campeão da temporada na última corrida do ano em Perth, Austrália.

Em 2007, três novos pilotos se juntaram aos onze totalizando em quatorze o número total de competidores da temporada desse ano.

A competição

A corrida só pode ocorrer caso haja a participação de no mínimo oito dos dezesseis pilotos participantes. Estes pilotos devem percorrer um circuito que em média possui 1,4km, demarcado por diversos Gates (pilões infláveis). Eles devem passar entre os Gates seguindo um trajeto e uma ordem predeterminadas, cruzando horizontalmente os pilões marcado em azul e em vôo de faca nos pilões marcados em vermelho. Ainda existem os pilões conhecidos por “chincanes” que são os distribuídos individualmente, onde os pilotos devem voar em “zigue-zague”.

A competição é formada pelas seguintes etapas:

Treino: Os pilotos realizam a seção de treinos dois dias antes da corrida e o tempo obtido por cada um deles definirá a ordem que cada um irá sair para a etapa Classificatória.

Classificatórias: Ocorre no dia anterior a corrida, onde cada competidor tem duas baterias independentes, sendo que o melhor tempo obtido será o considerado. Os doze melhores avançam para a etapa eliminatória.

Eliminatórias: Acontece no dia da corrida e cada piloto tem direito a apenas uma bateria. Os oito melhores se classificam para a final.

Corrida Final: Os oito pilotos classificados nas eliminatórias voam contra os mais rápidos em sistema knockout. Ou seja, na primeira bateria voa o oitavo contra o primeiro, na segunda bateria competem o sétimo contra o segundo, e assim por diante. O mais veloz de cada bateria avança para a semifinal. Novamente em sistema knockout a semifinal define quem ira disputar a final e o terceiro lugar.

A pontuação é assim distribuída: O primeiro lugar recebe seis pontos, o segundo cinco, até o sexto lugar que recebe apenas um ponto. No final do campeonato o piloto que tiver a maior soma de pontos é considerado vencedor da temporada do Red Bull Air Race World Team.

Air Gates

Os Gates são formados por pilões infláveis de vinte metros de altura cada, dispostos paralelamente em pares ou individualmente em linha. Quando dispostos paralelamente a distancia entre cada um é de doze metros quando marcados na cor azul ou dez metros quando em vermelho. No caso dos Gates vermelhos eles são montados em dois pares, formando um quadrado. É interesse citar que a envergadura dos aviões é de oito metros em média, deixando pouco espaço para erros durantes as passagens nos Gates.

Os pilões são construídos utilizando o mesmo material usado nas velas de barcos, que são costuradas em nove partes, que são facilmente destruídas no caso do toque do avião. Não representando nenhum risco a aeronave ou piloto em caso de colisão. Para manter o pilão estável mesmo com fortes ventos o nível de pressão interno é relativamente alto, sendo que no toque o pilão literalmente explode, produzindo um grande estrondo.

Em caso de toque e subseqüente destruição do gate, a equipe técnica necessita de apenas três minutos para montar outro pilão e dar prosseguimento à corrida.

As regras

As regras por incrível que pareça são bastante simples e claras. Caso o piloto não passe pelo Gate como especificado ou não conseguir realizar uma manobra ele recebe segundos extras que serão somados ao seu tempo final.

Uma penalidade de três segundos é aplicada quando o piloto passa muito alto pelos Gates; realiza uma curva ou retorno incorretamente; realiza uma passagem vertical ou horizontal incorretamente; realiza um vôo vertical para o lado errado, isso é, quando o piloto inclina o avião para a esquerda quando deveria tê-lo virado para a direita, e vice-versa.
A penalidade mais temida pelos pilotos é tocar em um dos Gates, quando recebe dez segundos por cada pilão que tocou.

O piloto pode ser desqualificado por voar perigosamente ou não percorrer corretamente o circuito. É considerada pilotagem perigosa manobras que excedam o limite máximo de força G, excesso de velocidade, vôo à baixa altitude ou sobrevoar o público.

Os Pilotos

Kirby Chambliss, americano. Nascido em Corpus Christi, Texas, em 18 de Outubro de 1959. É o atual campeão da Red Bull Air Race World Series e por isso sua aeronave porta o número 1. Fora do circuito da Red Bull, Kirby é piloto comercial e de acrobacias. Sua aeronave de preferência é o Zivko Edge 540, ele faz parte da equipe Red Bull.

Peter Besenyei, húngaro, nascido em Körmend em 8 de junho de 1956. É um dos idealizadores da Red Bull Air Race. Fora das corridas Peter é piloto de testes e de acrobacias. Sua aeronave é o Zivko Edge 540 de número 2 da equipe Red Bull.

Mike Mangold, nasceu em Cincinnati, Ohio em 10 de outubro de 1955. Foi o campeão da temporada 2005 e terminou em terceiro lugar na temporada de 2006. Fora do circuito, Mike é piloto comercial e de acrobacias. Uma curiosidade sobre o piloto é que ele se formou na renomada Fighter Weapons School da Força Aérea dos EUA conhecida também como “Escola dos Top Guns”. Ele voa o Zivko Edge de número 3 e faz parte da equipe Cobra.

Hannes Arch, austríaco, nascido em Leoben, Áustria em 22 de setembro de 1967 é um dos novatos no circuito. Ele, junto com Mike Mangold, faz parte da equipe Cobra e voa o Zivko Edge de número 28.

Klaus Schrodt, alemão, nascido em Dieburg em 14 de setembro de 1946 é o piloto mais velho dentre os participantes da temporada. Sua aeronave é o Extra 300S de número 7. Fora do circuito, Klaus piloto de jatos executivos e iatista experiente.

Frank Versteegh, holandês, nascido em Oosterbeek em 19 de setembro de 1954 compõe junto com Klaus Schrodt a equipe Lobo. Sua aeronave é o Zivko Edge 540 de número 69. Quando não está voando a Red Bull Air Race, Frank é instrutor de vôo.

Nigel Lamb, inglês, nascido no Zimbábue em 17 de agosto de 1957 voa o MXR2 de número 10 e junto com Glen Dell compõem a equipe Breitling. Além de competir na Red Bull Air Race, Lamb é dublê de cinema em cenas que envolvem pilotagem perigosa.

Glen Dell, sul-africano nascido em Joanesburgo em 9 de Abril de 1962 faz parte da equipe Breitling junto com Nigel Lamb. Dell não competiu no Rio e deve se juntar ao circuito em Barcelona. Sua aeronave será um Super Slick ou um Extra 300S e seja qual for sua escolha a aeronave terá o número 45. Assim como Hannes Arch e Segey Rakhmanin é a primeira temporada de Dell na Red Bull Air Race. Fora do circuito, Dell é piloto comercial e instrutor de vôo.

Sergey Rakhmanin, russo, nascido em Karx-Marx-Stadt (atual Chemnitz), na Alemanha estréia no circuito esse ano. Foi campeão mundial de acrobacias da FAI em 2005 e em 2007 inicia sua busca pelo título que lhe falta: o da Red Bull Air Race World Series. Sua aeronave é o Zivko Edge 540 de número 18. Além de voar na Red Bull Air Race, Rakhmanin é instrutor de vôo.

Michael Goulian, americano, nasido em Winthrop Massachusetts em 4 de setembro de 1968 integra a equipe Dragon Racing junto com Sergey Rakhmanin. Assim como Glenn Dell, Goulian não competiu na etapa carioca da temporada e espera-se que ele volte ao circuito na etapa seguinte: Monument Valley. Fora da competição, Goulian é piloto de demonstração. Sua aeronave é o Zivko Edge de número 99.

Steve Jones, inglês nascido em 5 de janeiro de 1960 em Hereford é o piloto do Zivko Edge 540 número 19. Integra junto com Paul Bonhomme a equipe Matador. Além de piloto na Red Bull Air Race World Series, Jones é piloto comercial.

Paul Bonhomme, inglês, nascido em Taplow em 22 de setembro de 1964 compõe com Steve Jones a equipe Matador. Sua aeroname é o Zivko Edge 540 de número 55. Assim como seu companheiro de equipe, Bonhomme, fora das corridas é piloto comercial.

Nicolas Ivanoff, francês, nascido em Ajaccio em 4 de julho de 1967 está no comando do Mudry CAP 232 de número 27. Juntamente com Alejandro Maclean forma a equipe MRT. Fora do circuito Ivanoff é instrutor de vôo.

Alejandro Maclean, espanhol, nascido em Madrid em 6 de agosto de 1969 é o piloto mais jovem voando na Red Bull Air Race World Series. Sua aeronave é o Zivko Edge 540 de número 36. Fora das competições, Maclean é produtor de televisão e instrutor de vôo acrobático.

Etapa Rio

Após muita expectativa durante o final de 2006, finalmente foi confirmado que o Brasil receberia o Red Bull Air Race World Series. O local escolhido não poderia ser melhor, a praia de Botafogo, com o belíssimo Pão de Açúcar como pano de fundo.

A organização do evento busca sempre locais que possam ser facilmente reconhecidos pelo público ao redor do mundo. Justamente por isso a escolha recaiu sobre Botafogo, visto que o Pão de Açúcar, assim como o à estátua do Cristo Redentor são os mais famosos pontos turísticos do Brasil.

A chegada dos equipamentos utilizado no Air Race ao Rio de Janeiro na semana anterior ao evento deu uma amostra da grandiosidade e complexidade acerca do que estava por vir. Foram necessários quatro Boeing 747-400F para trazer todos os equipamentos, incluindo os aviões e dois helicópteros utilizados para a transmissão das imagens ao vivo.
É impossível ficar indiferente a gigantesca estrutura montada para a organização de cada etapa, a Red Bull traz absolutamente tudo que é necessário para realizar o evento. A comparação imediata feita por todos os jornalistas presentes era que o Air Race está num nível igual ou mesmo superior ao da Fórmula 1.

Além da estrutura montada para receber as equipes, que inclui desde hangares com oficinas completas, o Air Race conta com torre de controle própria, centro de televisão, e uma gigantesca rede de transmissão de imagens que são enviadas em tempo real para telões de altíssima definição montados na praia e para emissoras de tv ao redor do mundo.
Algo que chamou atenção de todos foi a qualidade excepcional dos telões utilizados, que mesmo com incidência direta do sol carioca não perdeu a nitidez.

O Air Race ainda conta com equipe própria de televisão que além de editar e transmitir as imagens, também realiza a cobertura da corrida, com jornalistas espalhados ao redor da praia. A transmissão oficial tem um formato similar à da Nascar e Formula Mundial, com narração sendo feita com emoção e colocando as equipes de apoio, como controlador de vôo, como parte fundamental do circo. Cada movimento é importante para gerar um clima ainda maior de emoção e mesmo seriedade ao campeonato.

Durante a fase de treinos, o carioca pode ter uma breve noção do que viria no sábado. Os aviões passando baixo sobre a orla carioca e realizando manobras impressionantes, que chamavam atenção até mesmo dos pilotos mais experientes, ajudou a divulgar a corrida.
Na tarde de sexta feira durante a etapa classificatória centenas de pessoas se aglomeravam na praia para assistir ao show aéreo. Sim, show aéreo. O campeonato pode ser visto como um show aéreo de altíssimo nível, onde pilotos demonstram toda sua habilidade e domínio da maquina em circuitos desafiantes.

A sexta-feira mostrou que a corrida de sábado seria acirrada, onde o piloto britânico Paul Bonhomme, derrotou o húngaro Peter Besenyei, por 0.31 de segundo mais rápido, totalizando o tempo de 01min34s05, atingindo a velocidade máxima de 368.5 km/h!

A terceira posição ficou com o piloto britânico Steve Jones, com +0.83 segundos a mais que o melhor tempo e o quarto lugar com o piloto ianque Mike Mangold com +1.17 segundos. O campeão do campeonato 2006, o ianque Kirby Chambliss, ficou com a quinta posição tendo um tempo de +1.55 segundos.

Infelizmente o dia no sábado não estava do mais bonitos, uma densa camada de nuvens tomava conta do Rio de Janeiro e tornava o dia cinza. Nem assim o carioca desanimou de ir assistir de perto as emoções do Air Race. Às nove horas da manhã já havia um grande congestionamento desde o Aeroporto Santos-Dumont. O Metrô encontrava-se praticamente impossível de ser utilizado em ambas as linhas, tamanho o número de usuários desde as oito horas. De acordo com o próprio Metrô, o número de usuários foi similar ao encontrado no dia 31 de dezembro, quando milhares de pessoas se dirigem às praias de Copacabana. O que foi considerado um problema sério, visto que o Metrô não previa um grande fluxo de usuários e manteve a operação padrão dos sábados.

Enquanto nossa equipe se dirigia à área dedicada à imprensa, pouco após as nove horas, observávamos o grande fluxo de pessoas que se dirigiam a pé até a praia de Botafogo que já estava com trânsito interditado. De acordo com a Polícia Militar, neste horário já haviam mais de 200 mil pessoas nos arredores de Botafogo. Os prédios próximos, já estavam com centenas de pessoas nas janelas, sacadas e mesmo telhado! O Botafogo Praia Shopping, famoso por seu terraço que permite uma belíssima visão da orla de Botafogo, foi o primeiro lugar procurado pelos espectadores, que logo perceberam ser impossível sequer entrar no shopping. Era possível ter uma idéia parcial do que estava por vir.

A abertura da Etapa Rio de Janeiro foi realizada pelo salto de pára-quedistas do Exército Brasileiro, que realizaram um bonito balé aéreo, dando início as emoções do Air Race.

Para dar noção ao público presente de como seria realizado o circuito, um helicóptero da Red Bull realizou todo o trajeto, narrando o que deveria ser feito em cada passagem. O único problema era a narração, feita em inglês! Levando-se em consideração que a maioria dos presentes não tem noção alguma do idioma de Shakespeare, o jeito foi tentar prestar atenção nas cenas e imaginar como seriam as manobras.

Ainda assim as imagens do helicóptero transmitidas para os telões e a própria manobrabilidade da aeronave, tornaram a apresentação um espetáculo à parte. Na verdade, foi unânime a opinião de todos que o helicóptero, que durante toda a corrida acompanhava os aviões, gravando e transmitindo imagens da prova, foi fundamental para dar ainda mais emoção a competição.

De acordo com as regras da corrida o Starlits das Eliminatórias tem como ordem inversa do melhor tempo. Na Formula 1 por exemplo o piloto com melhor tempo larga na frente, sendo que no Air Race, ocorre o contrário. Como as provas são em baterias, o pior tempo é que inicia a corrida, disputando lugar na próxima fase com o segundo pior tempo. O piloto alemão, que durante as Classificatórias obteve o tempo de 01min58s71, abriu a etapa com seu Extra 300 “rasgando” os céus de Botafogo.

O inglês foi seguido do russo Sergey Rakhmanain que impressionava por seu modo agressivo de pilotar. Cada curva, cada passagem o publico vibrava com a experiência de Rakhmanain, que demonstrou ser um forte candidato ao titulo na próxima temporada.

O espanhol Alejandro Maclean, disputou a segunda bateria com o francês Nicolas Ivanoff, onde ficou claro que apesar de novato estava disposto a brigar pelo primeiro lugar. Maclean com seu Edge 540, preto e amarelo realizou um vôo preciso, realizando manobras corretas e sem arriscar o podium visando realizar a volta mais rápida.

A disputa mais acirrada como previsto ficou a cargo dos pilotos Bonhomme, Besenyei e Chambliss. Nenhum dos três optou por arriscar a corrida em busca do primeiro lugar na Eliminatória, os três mantiveram o foco em terminar entre os três melhores tempos. Apesar de realizarem voltas cautelosas, o inglês Bohomme obteve um excelente resultado, fechando a Eliminatória com o tempo de 01min30s98, seguindo por Bensenyei que foi + 4.47 segundos mais lento e Chambliss que fechou em terceiro com tempo + 5.52 superior ao de Bohomme.

As quartas de final foram marcadas pela eliminação da equipe Red Bull, que na seqüência viu as duas estrelas do campeonato tocarem os pilones perdendo preciosos segundos. Chambliss tocou um dos pilones recebendo dez segundos de penalidade, enquanto Bensenyei, que tocou com a asa direita em dois pilones no gate três, onde deveria entrar em gume de faca, recebeu a penalidade de vinte segundos. Evitando obter uma péssima classificação geral, o húngaro optou por abandonar a prova, já que vinte segundos o colocariam com o pior tempo das quartas de final, minando qualquer chance de conseguir ao menos uma terceira posição. Favorecendo assim o espanhol McClean que mesmo obtendo um tempo de 02min11s59, conseguiu passar para a semi-final disputando com o austríaco Hannes Arch.
Não foi nenhuma surpresa ver Bohomme obter novamente o melhor tempo, com 01min32s69, realizando uma apresentação impecável, sem nenhuma penalidade. O ianque Mangold também realizou uma volta sem penalidades e terminou com o tempo de 01min33s07. Disputando assim a semifinal com Bohomme que não demonstrava qualquer evidência que poderia perder o primeiro lugar no podium.

Sem grandes surpresas o melhor tempo na semifinal ficou com Bohomme que fechou a etapa com o tempo de 01min31s30, seguido de perto por Mangold que fechou o circuito com 01min39s54, graças a três segundos de penalidade que recebeu. Na disputa entre Arch e McClean, o espanhol obteve o tempo de 01min41s28, seguido de perto por Arch que foi míseros 35 centésimos mais lento.

Para facilitar o leitor a compreender as regras, mesmo tendo com o melhor tempo que McClean, o ianque Mangold, disputou o terceiro lugar, com Arch. Devemos lembrar que o sistema de pontuação é knockout, ou seja, nesta etapa o vencedor de cada bateria disputa a final, enquanto o segundo lugar tentara o terceiro lugar.

Apesar de manter uma boa prova, sem cometer graves erros, como tocar num pilone, McClean vinha voando em média dez segundos mais lento que Bohomme. O que pode ter sido uma tática de manter-se na disputa, já que pelo sistema knockout, o importante é obter um bom resultado sem a necessidade de arriscar tudo antes da final.

E foi justamente na final que McClean mostrou que vinha mantendo um desempenho modesto, com o intuito de chegar à disputa pelo primeiro lugar. Tanto que numa volta impecável, onde realizou manobras que demonstravam seu interesse pelo primeiro lugar ele obteve o tempo de 01min36s53, porém como era de esperar Bohomme fechou o circuito com 01min32s45. Praticamente mantendo durante toda a prova o mesmo tempo, tendo uma variação de um segundo em média entre cada bateria. Demonstrando que estaá disposto a conquistar o título 2007, com uma pilotagem audaciosa, mas arriscando apenas no momento certo. O terceiro lugar ficou com Mangold que finalizou a prova com tempo de 01min34s75, um excelente resultado.

Apesar de ficar em quinto lugar na Etapa Rio de Janeiro, Peter Bensenyei, foi a grande estrela. Assim que apareceu próximo ao público, Benseneyi pode sentir o carinho do do mesmo que por vários minutos gritava seu nome. Interessante foi à comparação feita pelo público que carinhosamente o comparou ao personagem “Seu Madruga”, da série Chaves interpretado pelo ator mexicano Ramón Goméz Valdés.
Bensenyei confessou estar surpreso com o carinho do público brasileiro e demonstrou certa timidez para lidar com a festa feita em Botafogo.

O Red Bull Air Race World Series previa um público de 300 mil pessoas para o Rio de Janeiro, sendo que ao final o público estimado pela Polícia Militar ultrapassou a marca de 1 milhão de pessoas. Demonstrando todo o interesse do brasileiro por aviação e o excelente trabalho de organização e divulgação realizado pela Red Bull.

O sucesso foi tamanho que diversas grandes empresas brasileiras demonstram interesse em patrocinar a edição 2008.

Aguardamos ansiosamente a edição 2008 do Air Race, com a certeza que mais do que nunca a Red Bull provou dar asas. Parabéns a todos envolvidos na realização desse grande evento e especialmente ao público que soube aproveitar o espetáculo de forma educada.

Até a próxima etapa!