A empresa suíça
Jet Aviation, especializada em manutenção e administração
de aeronaves executivas, planeja investir US$ 8 milhões
na construção de uma FBO (Fixed Base Operator) e
centro de manutenção no Estado de São Paulo
(Aeroporto de Viracopos, Campinas). Ela foi motivada, é
claro, pela grande quantidade de clientes na América Latina,
inclusive brasileiros, por isso, a base de São Paulo será
a primeira latino-americana. Previstas para começar a operar
ainda este ano, as novas instalações deverão
ter cerca de 4.200 m2 só de área de hangar e mais
cerca de 1.000 m2 de escritórios. A FBO deverá ter
salas VIP para pilotos e usuários em geral, sala de conferências
no estado-da-arte, escritórios privativos, área
de alfândega e imigração, vistoria de bagagens
e detectores de metais. Além dos serviços de administração
e de manutenção de jatos de qualquer fabricante,
a Jet Aviation faz decoração de interiores de aviões
e atua como corretora, comprando, vendendo e até mesmo
fretando aeronaves. Num primeiro momento, o principal foco da
Jet Aviation são os jatos executivos de grande porte, como
o Legacy da EMBRAER, o Boeing Business Jet (BBJ) e os modelos
da Gulfstream.
O anúncio da chegada da Jet Aviation ocorreu durante coletiva
seguida de coquetel na LABACE e contou com a presença da
superintendente da Infraero em Viracopos, Sra. Lia Segaglio, que
ressaltou a grande capacidade de expansão daquele aeroporto
e suas outras qualidades como condições meteorológicas
favoráveis, fácil acesso a partir da capital paulista
etc. Ela aproveitou para anunciar que a segunda pista do aeroporto
de Viracopos será iniciada em 2007.
A única fabricante de helicópteros da América
Latina, a Helibras, subsidiária brasileira do Grupo Eurocopter,
participou da LABACE exibindo em Congonhas seus três modelos
mais comercializados no Brasil: os helicópteros EC 135,
AS 350 (Esquilo) e o AS 365 N (Dauphin), os mais usados no segmento
executivo no mercado nacional e equipados com o que há
de mais moderno em tecnologia. O segmento executivo vem, ao longo
dos anos, aderindo progressivamente ao uso do helicóptero,
tanto para lazer quanto para trabalho, a fim de permitir agilidade
e versatilidade a seus proprietários. Os empresários
de agribusiness também estão descobrindo esta importante
ferramenta no dia a dia. A Helibras detém 45% da frota
de helicópteros a turbina para uso executivo no Brasil.
Outro coquetel concorrido comemorou a nova marca da maior empresa
de aviação executiva do País, a Líder,
outrora Líder Táxi Aéreo, agora passando
a se chamar Líder Aviation, o que, sem dúvida, combina
mais com o espectro de serviços que a tradicional empresa
mineira presta hoje a seus clientes. A empresa aproveitou para
apresentar também a nova estrutura de sua diretoria, sendo
que agora Eduardo Vaz, antes diretor-superintendente, passa a
ser o presidente da Líder Aviação e Júnia
Hermont, antes diretora de Atendimento Aeroportuário, assumiu
em seu lugar como diretora-superintendente. José Afonso
Assumpção, fundador da companhia, passa a presidir
o Conselho Administrativo.
A Líder também destacou seus serviços e produtos,
dentre eles as aeronaves da Raytheon/Beechcraft, da qual é
representante, como o Premier I, o King Air 350 e os Hawker 400XP
e 800XP, presentes em Congonhas. Outra empresa representada pela
Líder e também presente foi a Dallas Airmotive,
parceira na revisão geral de motores a reação.
Também muito bem representada, a TAM – Táxi
Aéreo Marília trouxe o Cessna Sovereign, que estreou
na Labace 2005. O Brasil é o segundo maior mercado mundial
em vendas de aeronaves Cessna Citation. Cerca de nove aeronaves
novas dessa família de jatos são vendidas, em média,
por ano. E o segundo maior Centro de Serviços Cessna do
mundo também fica no Brasil, em Jundiaí, interior
de São Paulo. É o maior hangar daquele aeroporto,
que vem se tornando uma alternativa de sucesso para o já
saturado Aeroporto de Congonhas, na capital paulista. Inaugurado
pela TAM Táxi Aéreo Marília em agosto de
2004 – foi o maior centro do gênero até dezembro,
quando a própria Cessna inaugurou um novo centro em Wichita
(EUA) – ele pode atender simultaneamente 45 aeronaves Citation.
Mas também receberá proprietários de Cessna
monomotores, inclusive o Caravan.
Houve muita expectativa mais ainda não foi desta vez que
a Embraer anunciou uma nova família de aviões executivos.
Porém, segundo seu novo Vice-Presidente para o Mercado
de Aviação Executiva, Luís Carlos Affonso,
a empresa espera, dentro de poucos meses, anunciar um ou mais
novos produtos nessa área, onde o Legacy já demonstrou
que a aviação executiva também é o
forte da empresa. A Embraer entregou 13 Legacy em 2004.
O novo Vice-Presidente para o Mercado de Aviação
Executiva, Luís Carlos Affonso, foi anunciado para a imprensa
na abertura da Labace 2005. Ele está na Embraer há
22 anos. Recentemente trabalhando como Vice-Presidente de Engenharia
e Desenvolvimento de Novos Produtos, ele liderou o programa EMBRAER
170/190 desde o início, e, anteriormente, Affonso foi Engenheiro
Chefe do programa ERJ 145.
Apesar da expectativa do lançamento de nova família
de aeronaves não ter se concretizado, a empresa não
deixou de trazer novidades, pois o já bem-sucedido jato
super-meio-médio Legacy ficou ainda melhor. Ele já
foi homologado para voar a 41 mil pés (seu teto operacional
anterior era de 39 mil pés) além de outras melhorias
na cabine, entre elas uma conexão de alta velocidade (High
Speed Data) por meio da tecnologia Wi-Fi, e as novas venezianas
plissadas. Também seu peso máximo de decolagem passou
para 22.500 kg e a capacidade de combustível agora será
de 8.242 kg. Todas essas novidades e outras estarão disponíveis
para os clientes Embraer ainda no primeiro semestre de 2005.
Dassault Falcon Jet trouxe um bijato Falcon 2000Ex (s/n 040),
modelo certificado a partir de 2004, com painel de comando “EASy”,
que reduz a carga de trabalho dos pilotos e o uso de papéis,
permitindo, inclusive, cheklists automáticos e planos de
vôo gráficos. Quatro grandes telas, que logo chamam
a atenção, são a marca registrada do sistema
Primus Epic da Honeywell, plataforma de hardware que é
a base do EASy. A aeronave é considerada o mais popular
avião executivo de cabine larga no mercado de fractional
ownership. A Dassault divulgou que 266 aeronaves Falcon 2000 já
estão em serviço, 48 dos quais são modelos
2000EX e 2000EX EASy (segundo release de 30 de março de
2005). O Falcon 2000 foi certificado em 1995. Outra promessa de
sucesso da companhia será o Falcon 7X, cuja certificação
e primeiras entregas estão previstas para 2006.
Além da apresentação o Learjet 60, a Bombardier
divulgou a designação da Ocean Air, sua representante
no Brasil, como uma Instalação de Serviços
Autorizados (Authorized Service Facility - ASF) para sua família
de aeronaves Learjet. A ASF já está homologada pelo
DAC e deverá iniciar atividades na primavera de 2005. A
partir de suas instalações no Aeroporto de Congonhas,
em São Paulo, a Ocean Air oferecerá uma ampla faixa
de serviços de manutenção (programados e
não programados), além de manter um inventário
de peças essenciais e desempenhará serviços
com garantia para as operadoras de aeronaves Learjet. A Ocean
Air é a quinta ASF a ser adicionada à rede de serviços
de aeronaves comerciais da Bombardier, desde outubro de 2004.
As outras quatro ficam todas nos EUA. Ao todo, são oito
ASF em todo o mundo.
Destacamos ainda que a maior (em tamanho, mesmo) estrela da exposição
estática estava do lado de fora da exposição:
o BBJ de matrícula brasileira, pertencente a um grande
banco brasileiro, estacionado diante de seu hangar. Espera-se
que a próxima Labace tenha um BBJ ou ACJ, modelos já
presentes no Brasil, expostos para a próxima exposição.