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Em
11 de Setembro de 2001 o mundo despertou perplexo com as imagens
mostradas pela TV em todo o mundo, de aeronaves civis se chocando
com o World Trade Center nos EUA. O impacto causado pós-atentados
nesta data deixaram vários setores da economia ligados à
aviação em enormes dificuldades, sendo um deles o
Mercado de Seguros Aeronáuticos..
O impacto financeiro
causado devido aos enormes prejuízos deixados pelo atentado,
para as Seguradoras, chegou perto de US$ 6 Bilhões, e resultaram
num emergencial plano de reestruturação de aumento
de taxas e criação de sobretaxas, o que afetou todos
os países, mesmo aqueles que nunca tiveram registro de atentados
como é o caso do Brasil. Eles tiveram que fazer frente ao
pagamento do sinistro vultuoso causado pelas quatros aeronaves e
o impacto da responsabilidade civil gerada tanto aos passageiros
quanto em relação aos danos a terceiros. O resultado
desta ação fez com que o mercado segurador mundial
rapidamente registrasse o seu maior acúmulo de volume de
prêmios arrecadados em um curto espaço de tempo, esforço
esse traduzido para fazer frente ao equilíbrio e reserva
dos caixas das empresas em todo mundo para pagamento dos sinistros
apresentados e aos que pudessem ocorrer futuramente.
Passados quase
quatro anos, os efeitos dos atentados de 11 de Setembro já
foram absorvidos e diluídos para o setor de seguros e resseguros,
pois o mercado segurador apresenta atualmente uma redução
significativa das taxas e com bom desempenho da carteira, aliados
ainda a um baixo índice de sinistralidade ocorrido no período.
Muito embora o mercado esteja festejando um certo crescimento e
um resultado positivo, na outra ponta, entretanto, os efeitos após
atentados ainda persistem pois temos várias empresas de transporte
regular de passageiros passando por sérias dificuldades financeiras,
isto de forma global, e não somente no Brasil.
As perspectivas
de que o mercado de seguros aeronáuticos volte a entrar em
um círculo de crescimento, passa necessariamente pelas taxas
atualmente praticadas pelo mercado mundial, que ainda se mantém
refratário ao que acontece. No início deste ano tivemos
a majoração nos contratos de resseguros para aeronaves
de asa fixa com propulsão a jato ou turboélice, e
os de asas rotativas notadamente permaneceram estáveis. Ainda
em relação ao resseguro no Brasil vivemos a proeminência
da abertura deste ao mercado internacional, pois atualmente somente
o IRB Brasil Re pode efetuar transferência de riscos no exterior.
Com a entrada de outras resseguradoras, o mercado segurador ganhará
competitividade e agilidade no setor, gerando novas opções
e condições de taxas de resseguro, o que certamente
irá beneficiar o cliente com taxas mais baixas de seguro
e trará a possibilidade que mais proprietários de
aeronaves contratarem esse serviço.
Se por um lado
as taxas não tiveram reduções palpáveis,
as Seguradoras e Corretoras especializadas em Seguros Aeronáuticos
procuraram se empenhar em oferecer ao mercado soluções
em produtos cada vez mais elaborados e adaptados às necessidades
dos clientes, porquanto hoje em dia o cliente de uma aeronave executiva
já tem à disposição de seus pilotos
cursos de CRM (Crew Resource Management) e Consultoria em Segurança
de Vôo, que são grandes diferenciais que as empresas
estão procurando oferecer aos clientes sem qualquer custo
adicional, o que ainda contribui para reduzir o custo do prêmio
do seguro pelo simples propósito que uma aeronave voando
com uma tripulação experiente, com excelente gerenciamento
de cabine e com programas sistêmicos de segurança de
vôo, fazem com que o risco desta aeronave seja muito menor
que comparada a de outros clientes que não possuem estes
tipos de programas ou treinamentos.
Apólices
feitas sob medida são realidade e capazes de suprir as necessidades
de proprietários de aeronaves sejam elas a jato, turboélice,
pistonadas e helicópteros, em operações particulares,
executivas, linhas nacionais e internacionais, agrícola,
off-shore, charter, resgate aeromédico, policiais e monitoramento
aéreo e experimentais, e englobam cobertura para Casco (aeronave,
motores, célula, aparelhos localizados a bordo); Guerra (casos
de guerra, seqüestro e confisco); Responsabilidade Civil (R.E.T.A,
Segundo Risco, hangares, produtos, vôos de teste, passageiros,
tripulação, carga aérea e pessoas e bens no
solo).
Em relação
ao R.E.T.A (Responsabilidade Civil do Explorador e Transportador
Aéreo), ao disposto na norma RBHA nº 74 em acordo de
limites de indenização pelo IRB Brasil Re, os valores
estabelecidos de R$ 14.223,64 para Passageiros e Tripulantes e de
R$ 56.212,19 LUC (Limite Único Combinado) para Pessoas e
Bens no Solo, são totalmente insuficientes nos casos indenizatórios,
por isso, é muito importante para um grande operador a contratação
do Seguro de Responsabilidade Civil a Segundo Risco além
de ser uma extensão ao Seguro RETA, os valores suportam em
um eventual acidente os prejuízos a ele imputados, protegendo
o mesmo de eventuais processos de vendas de ativos para pagamento
dos danos causados.
O Brasil recentemente
começou a debater a ratificação a Convenção
de Montreal, convenção que entrou em vigor trazendo
consigo um novo tratamento, a responsabilidade civil ilimitada para
morte ou lesões corporais a passageiros, bem como mudanças
em outras áreas. Esta nova convenção, inicialmente
tratada pela Convenção de Varsóvia em 1929,
envolve diretamente as empresas aéreas, seguradoras e demais
setores ligados à aviação. Em todos os paises
este novo sistema foi ratificado e em nenhum destes houve aumento
no custo do seguro.
Seja como for
o Mercado de Seguros Aeronáuticos continuará a impulsionar
a economia dentro de um crescimento sustentado, com a competitividade
cada vez maior das empresas que operam no setor, mas ao mesmo tempo
de forma criteriosa e responsável, atuando com condições
de cobrir um sinistro aeronáutico, correspondendo ao compromisso
firmado com o cliente no momento de sua contratação.
Se a economia se manter estável nesse sentido, o mercado
segurador somente será afetado se ocorrer um sinistro de
iguais proporções ao de 11 de Setembro.
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